sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O invisível, EUA, 2007





É outro filme que eu não sei dizer o que eu gosto mais se é o do elenco que torna a história totalmente completa, se é do cenário que me deixa anestesiada, se é do trama da história, ou se é simplesmente o conjunto de coisas perfeitas.

Fato:O filme não poderia ser ruim realmente porque estúdio criador de "O sexto sentido" e o co-autor de Batma Begins estão envolvidos na criação deste filme.

Curiosidade: O filme é um remake de um filme sueco chamado Den Osynlige,que é uma adaptação cinematográfica de um romance de Mats Wahl.

Cenário: Vancouver Canadá ( Cenário perfeito)

Direção: David S. Goyer

Elenco:

Justin Chatwin como Nick Powell ( Justin faz uma das melhores interpretações da sua carreira)
Margarita Levieva como Annie Newton ( A Anne é uma mistura de mel e fel é dificil não se apaixonar por ela durante o filme)

Marcia Gay Harden como Diane Powell ( Odiamos ela e depois compreendemos)
Chris Marquette como Pete Egan ( É dificil não pensar em covardia, mas a interpretação de Chris)
Alex O'Loughlin como Marcus Bohem
Callum Keith Rennie como Det. Brian Larson
Michelle Harrison como Det. Kate Tunney
Ryan Kennedy como Matty
Andrew Francis como Dean
 


Informações Técnicas
Título no Brasil:  O Invisível
Título Original:  The Invisible
País de Origem:  EUA
Gênero:  Suspense
Tempo de Duração: 111 minutos
Ano de Lançamento:  2007
Site Oficial:  http://www.myspace.com/theinvisible movie
Estúdio/Distrib.:  Buena Vista
Direção:  David S. Goyer




Nick seria um garoto rico normal(bom estudante, educado, bonito, inteligente)mas se não gostasse de poesia e tivesse sonhos diferentes do seu melhor amigo Pete, ele quer ser escritor,quer ir embora prá longe da sua mãe controladora, quer se torna uma pessoa diferente.
Então para quem possui um futuro pela frente o destino prega uma peça, por decisões impulsivas e confusões é brutalmente atacado, abandonado é dado como morto, mas ele ainda não está morto no limbo e ele tem como sua única chance de sobreviver é descobrir realmente o que aconteceu com ele e o motivo, antes que seja tarde demais.

Mas como selecionar o mistério quando a única pessoa que consegue te escutar é seu próprio assasino?

Envolvendo misterio, drama, suspense e até um pouco de romance tem se a trama de o Invisível, a certeza após o filme é que nem sempre a luta é do bem contra o mal, que as vezes é preciso muito pouco prá se atravessar a pequena linha que existe entre o AMOR E O ÓDIO.


Vale a pena assistir, são 111 minutos de um filme que você não vai esquecer!!!
passar, foi uma nova visão do filme.

Downloadl!!!


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O medo: o maior gigante da alma Fernando Teixeira Andrade


Para quem tem medo, e a nada se atreve, tudo é ousado e perigoso. É o medo que esteriliza nossos abraços e cancela nossos afetos; que proíbe nossos beijos e nos coloca sempre do lado de cá do muro. Esse medo que se enraíza no coração do homem impede-o de ver o mundo que se descortina para além do muro, como se o novo fosse sempre uma cilada, e o desconhecido tivesse sempre uma armadilha a ameaçar nossa ilusão de segurança e certeza.
O medo, já dizia Mira Y Lopes, é o grande gigante da alma, é a mais forte e mais atávica das nossas emoções. Somos educados para o medo, para o não-ousar e, no entanto, os grandes saltos que demos, no tempo e no espaço, na ciência e na arte, na vida e no amor, foram transgressões, e somente a coragem lúdica pode trazer o novo, e a paisagem vasta que se descortina além dos muros que erguemos dentro e fora de nós mesmos.
E se Cristo não tivesse ousado saber-se o Messias Prometido? E se Galileu Galilei tivesse se acovardado, diante das evidências que hoje aceitamos naturalmente? E se Freud tivesse se acovardado diante das profundezas do inconsciente? E se Picasso não tivesse se atrevido a distorcer as formas e a olhar como quem tivesse mil olhos? "A mente apavora o que não é mesmo velho", canta o poeta, expressando o choque do novo, o estranhamento do desconhecido.
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

Fernando Teixeira de Andrade, professor de Literatura do Colégio e Curso Pré-Vestibular do Objetivo, e escritor.